O glaucoma é uma doença do nervo óptico — o "cabo" que leva as imagens do olho ao cérebro — geralmente associada à pressão elevada dentro do olho. Ele é a principal causa de cegueira irreversível no mundo. E o adjetivo importa: diferente da catarata, a visão perdida pelo glaucoma não volta.
Por que "silencioso"?
Porque na sua forma mais comum (glaucoma primário de ângulo aberto) ele não dói, não vermelha e não embaça — por anos. A perda começa pela visão periférica, que o cérebro disfarça muito bem. Quando o paciente percebe que está "esbarrando nas coisas" ou enxergando como num túnel, cerca de 70% das fibras do nervo já podem ter sido perdidas.
Não espere sintomas para examinar seus olhos. No glaucoma, sentir algo geralmente significa diagnóstico tardio.
Quem precisa de atenção redobrada?
- Pessoas com histórico familiar de glaucoma (o risco pode ser até 10 vezes maior);
- Maiores de 40 anos;
- Pessoas negras, que têm formas mais precoces e agressivas da doença;
- Míopes altos e diabéticos;
- Usuários crônicos de colírios ou medicamentos com corticoide.
Como o glaucoma é diagnosticado?
Com um conjunto de exames simples e indolores: medida da pressão intraocular (tonometria), análise do nervo óptico no fundo de olho, campo visual e, quando disponível, exames de imagem do nervo. Um check-up ocular anual a partir dos 40 anos cobre tudo isso.
Glaucoma tem tratamento?
Sim — e ele é eficaz. O tratamento não recupera o que foi perdido, mas estanca a progressão na grande maioria dos casos. As opções incluem colírios que baixam a pressão ocular, laser (trabeculoplastia, iridotomia) e cirurgias para casos mais avançados. A chave é a constância: glaucoma se controla todos os dias, como pressão alta e diabetes.