Olho Seco

Blefarite e terçol: qual a diferença e como tratar

Blefarite e terçol: qual a diferença e como tratar

Pálpebras vermelhas, coceira na raiz dos cílios, "caspinhas" ao acordar — ou aquele carocinho dolorido que aparece de repente. Blefarite e terçol estão entre os problemas palpebrais mais comuns, e um frequentemente leva ao outro.

Blefarite: a inflamação crônica das pálpebras

É a inflamação da margem das pálpebras, onde nascem os cílios e desembocam as glândulas de Meibômio. Causas comuns: oleosidade excessiva da pele (dermatite seborreica), bactérias da própria flora e disfunção das glândulas. Os sintomas vão de coceira e descamação a ardência, olho seco e sensação de areia.

Ponto-chave: blefarite é crônica — o objetivo é controle, não "cura definitiva". O tratamento de base é a higiene palpebral diária: compressas mornas por 3-5 minutos, seguidas de limpeza suave da margem dos cílios com produto específico (ou xampu neutro diluído). Em crises, associamos pomadas ou colírios prescritos.

Terçol (hordéolo): o "furúnculo" da pálpebra

É uma infecção aguda de uma glândula palpebrana — um nódulo vermelho, quente e dolorido que cresce em 1-2 dias. O tratamento inicial é simples: compressas mornas várias vezes ao dia. A maioria drena espontaneamente em até uma semana.

E quando o caroço não some?

Se a dor passa, mas fica um nódulo endurecido e indolor por semanas, ele virou um calázio — inflamação crônica da glândula. Calázios persistentes são resolvidos com pomadas, injeção local ou uma pequena drenagem em consultório.

Nunca esprema um terçol — o risco é espalhar a infecção para os tecidos da pálpebra. E terçóis de repetição indicam blefarite mal controlada por trás.
Vermelhidão palpebral que vai e volta merece avaliação: tratar a blefarite de base é o que quebra o ciclo de terçóis e calázios repetidos.

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